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O que são Doenças Raras?

As Doenças Raras são caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas e variam não só de doença para doença, mas também de pessoa para pessoa acometida pela mesma condição.

O conceito de Doença Rara (DR), segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), são doenças que afetam até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos, ou seja, 1.3 para cada 2 mil pessoas.

Existem de seis a oito mil tipos de Doenças Raras, em que 30% dos pacientes morrem antes dos cinco anos de idade; 75% delas afetam crianças e 80% têm origem genética. Algumas dessas doenças se manifestam a partir de infecções bacterianas ou causas virais, alérgicas e ambientais, ou são degenerativas e proliferativas.

DTNs - FL - Filariose Linfática ou Doença Parasitária Crônica ou Elefantíase

DTNs - Filariose Linfática


A Filariose Linfática (FL), Doença Parasitária Crônica, é uma das maiores causas mundiais de incapacidades permanentes ou de longo-prazo. Estimativas da década de 90 apontavam para cerca de 100.000.000 de pessoas acometidas em todo o mundo. A FL é reconhecida como uma entre o pequeno número de doenças potencialmente erradicáveis.

A Filaríase, Filariose ou Elefantíase é uma doença parasitária, considerada como doença tropical infecciosa, causada por Nematóides Filariais da superfamília Filarioidea, também conhecida como Filariae.

Devido às suas características epidemiológicas, a FL é uma das doenças com potencial para eliminação. Em decorrência desta situação a Organização Mundial da Saúde (OMS), na 5ª Assembleia ocorrida em 1997, conclamou a adoção do Plano Global de Eliminação da Filariose Linfática (PGEFL) e propôs a eliminação global como problema de saúde pública até o ano 2020.

No Brasil, o perfil epidemiológico dessa doença foi estabelecido na década de 50, quando foram realizados inquéritos hemoscópicos em todo o país. Com base nos resultados desses inquéritos, foram identificados os focos, e eleitas áreas prioritárias para intervenção. Essas áreas, um total de 11 cidades em 6 estados foram considerados então os “focos de filariose” no país. Desde então uma série de ações foram implantadas/implementadas com o propósito de dar combate a essa endemia.

Ao longo das últimas 5 décadas o trabalho visando à redução da infecção apoiou-se principalmente na eliminação das fontes humanas de infecção, assim, milhares de exames hemoscópicos foram realizados anualmente nas populações residentes nas áreas endêmicas. Em seguida os casos detectados de microfilariêmicos eram tratados, levando ao sucesso na eliminação da doença na maior parte do país. A Filariose Linfática, após anos de esforços, está em fase de eliminação no país, tendo conquistado já a interrupção da transmissão autóctone. A área endêmica está restrita à Região Metropolitana de Recife.

A FL é causada pelo verme nematóide Wuchereria Bancrofti. Sua transmissão se dá pela picada do mosquito Culex Quiquefasciatus (pernilongo ou muriçoca) infectado com larvas do parasita. Após a penetração na pele, através da picada do mosquito, as larvas infectantes migram para região dos linfonodos (gânglios), onde se desenvolvem até a fase adulta. Havendo o desenvolvimento de parasitos de ambos os sexos, haverá também a reprodução, com eliminação de grande número de microfilárias para a corrente sanguínea, o que propiciará a infecção de novos mosquitos, iniciando-se um novo ciclo de transmissão. Entre as manifestações clínicas mais importantes estão edema de membros, seios e bolsa escrotal que podem levar à incapacidade.

Perguntas e Respostas

1. O que é a Filariose Linfática? 
É uma doença parasitária crônica, considerada uma das maiores causas mundiais de incapacidades permanentes ou de longo-prazo.

2. No Brasil, onde a Filariose Linfática está presente?
A transmissão da FL atualmente no Brasil está restrita a áreas endêmicas pertencentes aos municípios de Recife, Olinda, Jaboatão do Guararapes e Paulista, todos na Região Metropolitana do Recife/ Pernambuco.

3. Qual a causa?
A FL é causada pelo verme nematóide Wuchereria Bancrofti.

4. Quais os sintomas?
Entre as manifestações clínicas mais importantes estão edema de membros, seios e bolsa escrotal, que podem levar à incapacidade.

5. Como se transmite?
A transmissão se dá pela picada do mosquito Culex quiquefasciatus (pernilongo ou muriçoca) infectado com larvas do parasita. Após a penetração na pele, através da picada do mosquito, as larvas infectantes migram para região dos linfonodos (gânglios), onde se desenvolvem até a fase adulta. Havendo o desenvolvimento de parasitos de ambos os sexos, haverá também a reprodução, com eliminação de grande número de microfilárias para a corrente sangüínea, o que propiciará a infecção de novos mosquitos, iniciando-se um novo ciclo de transmissão.

6. Como é feito o diagnóstico?
Os testes laboratoriais que comprovam a etiologia são o exame direto em lâmina, a  hemoscopia positiva, testes imunológicos especialmente apoiados em cartões ICT e ultrassonografia, que pode demonstrar a presença de filarias nos canais linfáticos.

Uma característica deste parasito é a periodicidade noturna das microfilárias no sangue periférico do hospedeiro. O pico da parasitemia periférica coincide, na maioria das regiões, com o horário preferencial de repasto do vetor (entre 23h00 e 01h00 da manhã). Durante o dia, essas formas se localizam nos capilares profundos, principalmente nos pulmões e, durante a noite, aparecerem no sangue periférico, com maior concentração em torno da meia-noite, decrescendo novamente até o final da madrugada.

7. Como tratar?
Para os casos em que a presença do parasito é detectada, o tratamento antifilarial específico deve ser adotado, com vistas a debelar a infecção. Para tanto, a droga de escolha é a Dietilcarbamazina (DEC) na forma de comprimidos de 50mg da droga ativa. Sua administração é por via oral e apresenta rápida absorção e baixa toxicidade. Esta droga tem efeito micro e macro filaricida, com redução rápida e profunda da densidade das microfilárias no sangue.

Tipos

Existem nove nematóides filariais conhecidos, que usam os humanos como hospedeiros definitivos. São divididos em três grupos de acordo com o nicho que ocupam dentro do corpo:


  • filariose linfática
  • filariose subcutânea
  • filariose da cavidade serosa.

A Filariose Linfática é causada pelos vermes Wuchereria Bancrofti, Brugia Malayi e Brugia Timori. Essas filárias ocupam o sistema linfático, incluindo os gânglios linfáticos, causando linfedema e, em casos crônicos, levando à doença conhecida como Elefantíase.


Wuchereria Bancrofti


Brugia Malayi

Brugia Timori


A Filariose Subcutânea é causada por loa (a "larva do olho"), Mansonella Streptocerca, Onchocerca Volvulus e Dracunculus Medinensis (o "verme da Guiné"). Esses vermes ocupam a camada subcutânea de gordura.


Mansonella Streptocerca

Onchocerca Volvulus

Dracunculus Medinensis

A Filariose da Cavidade serosa é causada pelos vermes Mansonella Perstans e Mansonella Ozzardi, que ocupam a cavidade serosa do abdômen.

Mansonella Perstans

Mansonella Ozzardi

Em todos os casos, os vetores de transmissão são insetos sugadores de sangue (moscas ou mosquitos), ou copépode crustáceos no caso do Dracunculus Medinensis.


Elefantíase

Elefantíase é causada quando o parasita obstrui o sistema linfático, afetando principalmente as extremidades inferiores, embora a extensão dos sintomas dependa da espécie de filária envolvida.

Tem como transmissor os mosquitos dos gêneros Culex, e algumas espécies do gênero Anopheles, presentes nas regiões tropicais e subtropicais. Quando o nematóide obstrui o vaso linfático, o edema é reversível; no entanto, é importante a prevenção, através do uso de mosquiteiros e repelentes, e evitando-se o acúmulo de água parada em pneus velhos, latas, potes e outros.

As formas adultas são vermes nematóides de secção circular e com tubo digestivo completo. As fêmeas (alguns centímetros, podem chegar a 3 cm) são maiores que os machos (de 0,5 a 1,5 cm) e a reprodução é exclusivamente sexual, com geração de microfilárias. Estas são pequenas larvas fusiformes com apenas 0,2 milímetros.


Transmissão

As larvas são transmitidas pela picada dos mosquitos Culex, Mansonia ou Aedes, Anopheles. Da corrente sanguínea, elas dirigem-se para os vasos linfáticos, onde se maturam nas formas adultas sexuais. Após cerca de oito meses da infecção inicial (período pré-patente), começam a produzir microfilárias que surgem no sangue, assim como em muitos órgãos. Dentro do mosquito as microfilárias modificam-se ao fim de alguns dias em formas infectantes, que migram principalmente para os lábios do mosquito. Assim quando o hospedeiro definitivo for picado, a larva escapa do mosquito e cai na corrente sanguínea do homem(seu único hospedeiro definitivo).


Culex

Mansonia

Aedes

Anopheles




Epidemiologia

Em 2004 afetava 120 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados da OMS. A Bancrofitiana só afeta o ser humano (outras espécies afetam animais).

1. O Wuchereria Bancrofti existe na África, Ásia tropical, Caraíbas e na América do Sul incluindo Brasil. Mosquitos Culex, Anopheles e Aedes.
No Brasil o vetor primário e principal é o Culex Quinquefasciatus.

2. O Brugia Malayi está limitado ao Subcontinente Indiano e a algumas regiões da Ásia oriental. O transmissor é o mosquito Anopheles, Culex ou Mansonia.

3. O Brugia Timori existe em Timor-Leste e Ocidental, do qual provém o seu nome, e na Indonésia. Transmitido pelos Anopheles.
A região Norte e Nordeste são as mais afetadas no Brasil, especialmente onde não há tratamento apropriado de água e esgoto. Ocorreram grandes epidemias na década de 50 e 60, mas com a urbanização e combate aos vetores o número de casos tem decaído cerca de 3/4 a cada década (de 8,2% na década de 50, para 2,6% em 60, 0,7% em 70, 0,16% em 80 e 0,02% na década de 90).


O parasita só se desenvolve em condições úmidas com temperaturas altas, portanto os casos na Europa e EUA são importados de indivíduos provenientes de regiões tropicais.

A OMS planeja praticamente eliminar a filariose do mundo até 2020. A estratégia inclui exterminar os mosquitos transmissores de modo similar a campanha contra a dengue e malária.


Sinais e Sintomas

O período de incubação pode ser de um mês ou vários meses. A maioria dos casos é assintomática, contudo existe produção de microfilárias e o indivíduo dissemina a infecção através dos mosquitos que o picam.

Os episódios de transmissão de microfilárias (geralmente à noite, a depender da espécie do vetor) pelos vasos sanguíneos podem levar a reações do sistema imunológico, como:

  • Febre;
  • Mal estar e náusea;
  • Calafrios;
  • Sensibilidade dolorosa;
  • Vermelhidão ao longo dos vasos linfáticos;
  • Inchaço dos gânglios linfáticos.

Por vezes causa hidrocele (aumento escrotal), edema (inchaço na perna). Os vermes responsáveis pela filariose vivem nos membros, seios e genitais de milhões das pessoas vitimadas pela elefantíase.

A longo prazo, a presença de vários pares de adultos nos vasos linfáticos, com fibrosação e obstrução dos vasos (formando nódulos palpáveis) pode levar a acumulações de linfa a montante das obstruções, com dilatação de vasos linfáticos alternativos e espessamento da pele. Esta condição, dez a quinze anos depois, manifesta-se como aumento de volume grotesco das regiões afetadas, principalmente pernas e escroto, devido à retenção de linfa e infecções bacterianas. Os vasos linfáticos alargados pela linfa retida, por vezes rebentam, complicando a drenagem da linfa ainda mais. Por vezes as pernas tornam-se grossas, dando um aspecto semelhante a patas de elefante, descrito como elefantíase.


Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito por cinco formas: busca direta por microfilárias; busca por vermes adultos; sorologia; diagnóstico molecular e exames de imagem.

Busca direta de microfilárias é feito através de exames como: gota espessa, análise direta do sangue, concentração de Knott e filtração de membrana de policarbonato.

Busca de vermes adultos é feita através de exames como: biópsias linfonodais e US (detecta a movimentação dos vermes e dilatação dos vasos linfáticos).

Diagnóstico sorológico é feito por: pesquisa de anticorpo IgG-4, ELISA e teste de imunocromatografia rápida.

Diagnóstico molecular pode ser feito por: PCR (reação em cadeia da polimerase), eosinofilia (hemograma) e presença de linfócitos na urina.

Diagnóstico por imagem a ser utilizado é a linfocintigrafia (exame dos vasos linfáticos).


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