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O que são Doenças Raras?

As Doenças Raras são caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas e variam não só de doença para doença, mas também de pessoa para pessoa acometida pela mesma condição.

O conceito de Doença Rara (DR), segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), são doenças que afetam até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos, ou seja, 1.3 para cada 2 mil pessoas.

Existem de seis a oito mil tipos de Doenças Raras, em que 30% dos pacientes morrem antes dos cinco anos de idade; 75% delas afetam crianças e 80% têm origem genética. Algumas dessas doenças se manifestam a partir de infecções bacterianas ou causas virais, alérgicas e ambientais, ou são degenerativas e proliferativas.

TOD - Transtorno Desafiador Opositivo

TOD - Transtorno Desafiador Opositivo




O TODTranstorno Desafiador Opositivo é um tipo de transtorno de conduta que ocorre habitualmente em crianças jovens, caracterizado essencialmente por um comportamento provocador, desobediente ou perturbador, e não acompanhado de comportamentos delituosos ou de condutas agressivas ou dissociais graves. De acordo com a CID 10 – F.91.3.

Manifesta-se na infância antes dos 8 anos de idade, e pode agravar-se na adolescência. Geralmente inicia-se no ambiente doméstico e estende-se para outros ambientes e situações.

A prevalência é de 2 a 16% da população em idade escolar, sendo mais comum em meninos do que meninas.

Não existe uma causa específica para este transtorno, mas acredita-se que fatores genéticos associados a desencadeadores domésticos podem estar associados. O TOD é mais comum em filhos de pais que apresentam transtornos de conduta, humor, personalidade antissocial ou uso abusivo de drogas, e também nos casos de separação dos pais e alienação parental, quando a criança vivencia situações e experiências negativas.

É comum entre os 2 e 3 anos de idade a criança apresentar um comportamento desafiador e opositor, principalmente quando está com fome, cansada, estressada ou chateada. Estes sintomas tendem a diminuir e desaparecer com o passar do tempo, o que não acontece nas crianças que apresentam o transtorno. Por isso, o diagnóstico de TOD deve ser bastante criterioso, uma vez há um padrão recorrente de comportamento opositor, desafiador, negativista, desobediente e extremamente hostil, que é caracterizado por teimosia exagerada, resistência a cumprir com as regras e combinados, além de incomodar e perturbar as pessoas deliberadamente. Para uma hipótese de TOD, os sintomas citados acima devem persistir por pelo menos 6 meses, e causar prejuízo social e acadêmico significativo, além de destoar do comportamento observado em outras crianças da mesma idade e nível de desenvolvimento.

Muitas vezes o TOD ocorre em comorbidade com outros transtornos, incluindo transtornos de humor, ansiedade, conduta e déficit de atenção/hiperatividade, aumentando a necessidade do diagnóstico precoce e intervenção, para desenvolver ações preventivas junto à criança, família e educadores.

Um diagnóstico de TOD somente será possível no caso de deficiência intelectual, quando o comportamento opositor for maior do que o observado em crianças da mesma idade, gênero e grau de deficiência, bem como nas perdas auditivas ou transtorno de linguagem, quando há dificuldade em atender comandos devido a prejuízos causados por estes quadros.

A intervenção e tratamento precoce do TOD são fundamentais para melhorar o comportamento e a qualidade de vida da criança com este transtorno, além de prevenir que evolua para um Transtorno de Conduta.

Para o diagnóstico de TOD, pelo menos quatro das características abaixo deverão estar presentes:

1) Frequentemente perde a paciência;2) Frequentemente discute com adultos;3) Frequentemente desafia ou se recusa ativamente a obedecer às solicitações ou regras dos adultos;4) Frequentemente perturba as pessoas de forma deliberada;5) Frequentemente responsabiliza os outros por seus erros ou mau comportamento;6) Frequentemente se aborrece sem motivos;7) Frequentemente mostra-se enraivecido e ressentido;8) Frequentemente é rancoroso ou vingativo.

O tratamento pode incluir a psicoterapia numa abordagem cognitivo-comportamental, que busca melhorar as habilidades de resolução de problemas, de comunicação e controle de impulso, e a psicoterapia familiar, que promove mudanças dentro do ambiente doméstico, e visa melhorar também as habilidades de comunicação e as interações familiares.

Quanto à medicação, embora não seja considerada eficaz para o tratamento do TOD, pode ser usada quando outros transtornos estiverem presentes, caso o especialista considere conveniente.

Vale ressaltar que nem todo comportamento opositor e desafiador é um transtorno, e algumas vezes os pais necessitam de ajuda para estabelecer limites. Embora representem uma figura de autoridade para os filhos, não significa que deverá desempenhar somente funções punitivas. Por isso, é importante regras firmes e claras, mas flexíveis para permitir experimentação e escolha, respeito e acolhimento para ouvir as demandas da criança, e liberdade que permita o processo de crescimento e construção de individualidade.


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