Vitrine

Carregando artigos...

Views

AVISO LEGAL e o Que são Doenças Raras

✔ Doenças Raras Doem® - A palavra doença é derivada do latim dolens, ēntis no sentido de que se aflige, que causa dor, padecimento. É o distúrbio das funções de um órgão, da psique ou do organismo como um todo e está associado a sinais e sintomas específicos.

As informações disponibilizadas nesta página devem ser utilizadas apenas para fins informacionais, não podendo, jamais, serem utilizadas em substituição a um diagnóstico médico por um profissional habilitado. Os autores deste site se eximem de qualquer responsabilidade legal advinda da má utilização das informações aqui publicadas.

As DRs - Doenças Raras - são caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas e variam não só de doença para doença, mas também de pessoa para pessoa acometida pela mesma condição.
 
O conceito de DR, segundo a OMS - Organização Mundial de Saúde, são doenças que afetam até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos, ou seja, 1.3 para cada 2 mil pessoas.
 
Existem de seis a oito mil tipos de Doenças Raras, em que 30% dos pacientes morrem antes dos cinco anos de idade; 75% delas afetam crianças e 80% têm origem genética. Algumas dessas DRs se manifestam a partir de infecções bacterianas ou causas virais, alérgicas e ambientais, ou são degenerativas e proliferativas.
Mostrando postagens com marcador Aedes Aegypti. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aedes Aegypti. Mostrar todas as postagens

Febre Mayaro - Transmitida por Mosquito Haemagogus Janthinomys

Febre Mayaro - Transmitida por Mosquito Haemagogus Janthinomys

Febre Mayaro ou Poliartrite Epidêmica é uma virose transmitida por mosquitos Haemagogus encontrados na Amazônia. A infecção pelo Vírus de Mayaro (MAYV) causa uma febre com dores musculares e articulares similar a dengue que dura de 3 a 5 dias e melhora mesmo sem tratamento. O vírus causador é da família Togaviridae e gênero Alphavirus.

Pesquisas indicam que a Febre Mayaro está circulando no Rio de Janeiro e no interior de São Paulo. Doença é transmitida pela picada de mosquito Haemagogus Janthinomys, que vive na mata. Preocupação é que ele possa se adaptar e ser transmitido também pelo Aedes Aegypti.






De onde surgiu o nome ‘Mayaro’?
Nas ilhas de Trinidad e Tobago existe uma cidade chamada Mayaro, onde o vírus foi isolado pela primeira vez, na década de 50. Foi daí que surgiu o nome da doença.
O vírus é transmitido pelo mosquito silvestre Haemagogus Janthinomys e endêmico (tem presença contínua) na Amazônia. A preocupação dos especialistas é que o Vírus Mayaro se adapte ao meio urbano e passe também a ser transmitido pelo Aedes Aegypti, vetor de doenças como a Dengue, Zika e Chikungunya.

Nas áreas em que o vírus circula naturalmente, um ser humano, que é considerado um hospedeiro acidental, está sujeito a contraí-lo principalmente entre 9h e 16h, horário em que o vetor está mais ativo. Foi isolado também em primatas não humanos (PNH) e em aves migratórias nos Estados Unidos. Posteriormente, pesquisadores da Universidade da Flórida (EUA) identificaram o Vírus Mayaro no Haiti, num garoto com febre e dores abdominais, que apresentou resultados negativos para testes específicos para Chikungunya e Zika. Esse achado sugere que o Mayaro pode estar se espalhando pelo continente americano.

Os sintomas da Febre Mayaro são semelhantes aos da Chikungunya. Não há vacina para nenhuma das doenças.

O Ministério da Saúde afirma que não há casos registrados da Febre Mayaro no país. O órgão ressalta, no entanto, que o diagnóstico da Febre Mayaro pode ser confundido com o de Chikungunya.

No Rio de Janeiro, onde há evidências de que a Febre Mayaro contaminou três pacientes, a incidência da Chikungunya aumentou.

De janeiro até o início de maio de 2018, foram 106 casos prováveis de Chikungunya a cada 100 mil habitantes. Em 2019, no mesmo período, a taxa ficou em 121,8 casos prováveis a cada 100 mil habitantes - aumento de quase 15%.

Em números absolutos, o estado do Rio já registrou 20,9 mil casos prováveis de Chikungunya até 4 de maio de 2019. No mesmo período de 2018, o número era de 18,2 mil.

Enquanto surgem evidências sobre a Febre Mayaro, casos de Dengue e Zika continuam a crescer no país.

Houve um aumento de 403,7% nos casos prováveis de dengue neste ano, se comparado ao mesmo período do ano passado, segundo o Ministério da Saúde. A maior incidência é no estado de Minas Gerais, com 1 mil casos a cada 100 mil habitantes.


Já a Zika teve aumento de 7,3%. O estado com maior incidência é o Tocantins, com 46,3 casos a cada 100 mil habitantes.

Ensaios em laboratório já demonstraram que os mosquitos Aedes Aegypti e Aedes Albopictus podem ser vetores do Mayaro. O fato de viverem próximos do homem e de se adaptarem facilmente ao ambiente urbano representa risco maior de se tornarem vetores envolvidos na disseminação da infecção pelo Mayaro. Além disso, as pesquisas também indicam que outros gêneros de mosquitos (Culex, Sabethes, Psorophora) podem espalhar esse vírus entre os habitantes de cidades atualmente fora da área de risco.


Febre Mayaro - Transmitida por Mosquito Haemagogus Janthinomys
Sintomas de doenças transmitidas por mosquitos — Foto: Rodrigo Sanches e Diana Yukari/G1


Dengue
Transmissão: picada do Aedes aegypti
Proliferação: água parada
Sintomas: febre alta (acima de 38ºC); dores musculares intensas; dor ao movimentar os olhos; mal estar; falta de apetite; dor de cabeça; manchas vermelhas no corpo
Duração: 2 a 7 dias
Complicações: dor abdominal; vômitos; sangramentos nas mucosas
Prevenção: evitar a proliferação do mosquito
Vacina: só na rede privada. É indicada para quem já teve dengue

Zika
Transmissão: picada do Aedes aegypti; sexo sem proteção; mãe para o feto na gravidez
Proliferação: água parada
Sintomas: febre baixa; dor de cabeça; dores no corpo e nas juntas; manchas vermelhas no corpo; olho vermelho
Duração: 3 a 7 dias
Complicações: encefalite; Síndrome de Guillain-Barré; doenças neurológicas; microcefalia
Prevenção: evitar a proliferação do mosquito
Vacina: não tem

Chikungunya
Transmissão: picada do Aedes aegypti
Proliferação: água parada
Sintomas: febre alta (acima de 38°C); pele e olhos avermelhados; coceira; dores no corpo e articulações (joelhos e pulsos); dor de cabeça
Duração: até 15 dias
Complicações: encefalite; Síndrome de Guillain-Barré; complicações neurológicas
Prevenção: evitar a proliferação do mosquito
Vacina: não tem

Mayaro
Transmissão: picada do Haemagogus janthinomys
Proliferação: copa de árvores; mata
Sintomas: febre alta (acima de 38ºC); dor de cabeça; dor muscular; dor e inchaço nas articulações; manchas no corpo
Duração: até 15 dias
Complicações: encefalite; artrite crônica
Prevenção: evitar a proliferação do mosquito; evitar área de mata

Vacina: não tem

Não há casos de transmissão entre humanos. 

Evidências de Febre Mayaro no Sudeste

No Rio, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) confirmaram a presença do Vírus Mayaro em casos autóctones (de pessoas que não viajaram e se contaminaram no próprio estado) analisando a sorologia de três pacientes que se infectaram em 2015. Os testes deram positivo para Vírus Mayaro.


Em São Paulo, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) analisaram amostras de sangue de doadores de São Carlos e também encontraram anticorpos para o Vírus Mayaro.

Tipos
Existem dois tipos de Vírus MAYV, responsável pela Febre Mayaro.


  • Vírus tipo D: mais concentrado hoje na região do Pará
  • Vírus tipo L: espelhado no norte da América do Sul, em países como Venezuela, Peru, Colômbia e mais recentemente na Argentina.


Apesar de serem vírus geneticamente diferentes, seus sintomas são semelhantes.

No entanto, com as mutações que o vírus pode estar sofrendo, é possível que outros tipos apareçam.

Referências
 AZEVEDO S. S. A. R. et al. Mayaro Fever Virus, Brazilian Amazon. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2857233/

 Serra et al., 2016. Mayaro virus and dengue virus 1 and 4 natural infection in culicids from Cuiabá, state of Mato Grosso, Brazil. Mem Inst Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Vol. 111(1): 20-29,

Deixe seus comentários, compartilhe este artigo!

⬛◼◾▪ Social Media ▪◾◼⬛
• FACEBOOK • TWITTER • INSTAGRAM  • TUMBLR  • GOOGLE+  • LINKEDIN  • PINTEREST

⬛◼◾▪ Blogs ▪◾◼⬛
• SFE®  • SFE Tech®  • SFE Terms®  • SFE Books®  • SFE Biography® 

⬛◼◾▪ CONTATO ▪◾◼⬛

FA - Febre Amarela

A Febre Amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por vetores artrópodes, que possui dois ciclos epidemiológicos distintos de transmissão: silvestre e urbano. Reveste-se da maior importância epidemiológica por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas por Aedes Aegypti, Sabethes e Haemagogus Leucocelaneaus.



Por meio de estudos que calcularam as mutações no genoma do vírus, pesquisadores comprovaram que a Febre Amarela veio da África. A tese mais provável é que os ovos do mosquito viajaram em tonéis de água trazidos por navios que transportavam escravos. Tanto é que a doença se disseminou por toda a rota de tráfico de escravo e atingiu o Caribe e a América Latina. Há relatos de sintomas similares aos da Febre Amarela em tripulantes da viagem de Cristóvão Colombo ao Haiti no fim do século XV. No Brasil, a primeira epidemia de Febre Amarela irrompeu no Recife nos anos seiscentos. A partir de então, a doença virou um problema sanitário e, também, comercial para o país, que ganhou má fama mundo afora como um lugar perigoso para visitar. Com medo de contágio, viajantes evitavam o litoral brasileiro.

O jogo começou a virar no início do século XX, quando começou a caçada para exterminar o Aedes, descoberto alguns anos antes por um médico cubano como o vetor da doença. Com isso, as epidemias passaram a ser esporádicas por aqui. A última grande infestação numa capital do país ocorreu no Rio de Janeiro, em 1929. Na década seguinte, em paralelo à descoberta da vacina antiamarílica, foi aberto um novo campo de investigação sobre a moléstia. Cientistas descobriram numa região do Espírito Santo que o Aedes não era o único mosquito que atuava como vetor da doença. Havia macacos infectados, mas não foi detectada a presença de Aedes aegypti. Os trabalhos resultaram na revelação da Febre Amarela silvestre, transmitida pelo Haemagogus Leucocelaneaus e, em menor escala, pelo mosquito Sabethes.

Em geral, ela vitimava moradores das florestas, das áreas de mata e quem se aventurava por elas. Endêmica na Amazônia e em partes do Centro-Oeste, a enfermidade, desde a década de 1990, veio se expandindo pelo país até que transbordou para áreas do Nordeste, do Sudeste e até do Sul. É um movimento contrário ao da Febre Amarela urbana, que é transmitida pelo Aedes e cujo último caso registrado no Brasil aconteceu no longínquo 1942. A questão que angustia a todos é a possibilidade de essa doença voltar a aparecer em larga escala nas cidades, como consequência direta da propagação de sua versão silvestre. “Há o risco de a Febre Amarela se reurbanizar e voltar a ser como no passado.


A preocupação, que muitas vezes descamba em histeria, tem sido útil para conscientizar as pessoas da importância da prevenção para evitar um retrocesso no tempo. Vacinação em massa e combate sem tréguas ao Aedes são as medidas indicadas. Embora tenha entrado recentemente na galeria dos grandes vilões públicos, o Haemagogus Leucocelaneaus não desalojou o Aedes, que permanece como o único vetor da Febre Amarela nos espaços urbanizados. Como é fundamental conhecer os hábitos do inimigo para combatê-lo, aqui vão algumas curiosidades sobre o mosquito, agora na berlinda nacional. Apenas a fêmea do Haemagogus Leucocelaneaus pica o indivíduo, em busca do sangue que é necessário para o processo de amadurecimento dos ovos. Seu horário preferido para agir é entre as 11 da manhã e as 3 da tarde, ou seja, no intervalo do dia quando são maiores o calor e a luminosidade. Outra característica do novo vilão alado é que não há uma parte do corpo que ele prefira cravar, ao contrário do Aedes, que, atraído pelo ácido lático do suor, tem uma quedinha por pés e canelas da vítima. Tal qual o Aedes, no entanto, o Haemagogus Leucocelaneaus silvestre também consegue furar roupas finas e justas. Como se vê, é um inimigo traiçoeiro, invisível e com alto poder de aniquilação.


A Febre Amarela é uma doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, cujo agente etiológico é transmitido por vetores artrópodes. O vírus da Febre Amarela é um arbovírus do gênero Flavivirus, da família Flaviviridae. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença.

O vírus da FA apresenta dois ciclos epidemiológicos de transmissão distintos, silvestre e urbano. Do ponto de vista etiológico, clínico, imunológico e fisiopatológico, a doença é a mesma nos dois ciclos. No ciclo silvestre da Febre Amarela, os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus, e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus Leucocelaneaus e Sabethes
 os mais importantes na América Latina. Nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata. No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes Aegypti, Sabethes
 e Haemagogus Leucocelaneaus) infectados.




     Haemagogus Leucocelaneaus





Sabethes


O período de incubação no homem varia de 3 a 6 dias, podendo se estender até 15 dias. A viremia humana dura no máximo 7 dias e vai de 24-48 horas antes do aparecimento dos sintomas até 3 a 5 dias após o início da doença, e é durante esse período que o homem pode infectar os mosquitos transmissores. Nos casos que evoluem para a cura, a infecção confere imunidade duradoura.

O quadro clínico típico caracteriza-se por manifestações de insuficiência hepática e renal, tendo em geral apresentação bifásica, com um período inicial prodrômico (infecção) e um toxêmico. O período prodrômico dura cerca de 3 dias, tem início súbito e sintomas inespecíficos como febre, calafrios, cefaleia (dor de cabeça), lombalgia, mialgias generalizadas, prostração, náuseas e vômitos. Após esse período geralmente ocorre declínio da temperatura e diminuição dos sintomas, provocando uma sensação de melhora no paciente. Dura poucas horas, no máximo um a dois dias. Por fim, inicia-se o período toxêmico , quando reaparece a febre, a diarreia e os vômitos têm aspecto de borra de café. Instala-se quadro de insuficiência hepatorrenal caracterizado por icterícia, oligúria, anúria e albuminúria, acompanhado de manifestações hemorrágicas: gengivorragia, epistaxe, otorragia, hematêmese, melena, hematúria, sangramentos em locais de punção venosa e prostração intensa, além de comprometimento do sensório, com obnubilação mental e torpor, com evolução para coma e morte. O pulso torna-se mais lento, apesar da temperatura elevada. Essa dissociação pulso-temperatura é conhecida como Sinal de Faget.

Vacinação

Existe uma vacina bastante segura e eficaz contra a Febre Amarela, produzida com o vírus vivo atenuado, da doença. Administrada em dose única por via subcutânea, ela é distribuída gratuitamente nos postos de saúde e raramente apresenta efeitos colaterais adversos. Em vários estados brasileiros, essa vacina já faz parte do Calendário Nacional de Vacinação.

A Organização Mundial de Saúde, em maio de 2013, anunciou que uma dose única da vacina contra Febre Amarela garante imunidade por toda a vida. Portanto, não considera necessária a aplicação da dose de reforço. Fica garantida, porém, a liberdade de cada país escolher a conduta que melhor se adapta às suas necessidades.

No Brasil, o Ministério da Saúde optou por manter o esquema de aplicar duas doses da vacina contra a Febre Amarela e recomenda que uma dose de reforço seja aplicada dez anos depois da primeira em adultos e crianças residentes em áreas de risco ou que vão viajar para esses lugares. por isso, quem já recebeu as  duas doses da vacina, com intervalo de dez anos entre elas, pode considerar-se definitivamente imunizado  contra a doença e não precisa mais repetir as doses de reforço.

Quem deve tomar a vacina

Crianças em áreas de risco, a partir dos nove meses de idade, devem receber a primeira dose da vacina contra a Febre Amarela e uma dose de reforço quando completarem quatro anos.

A vacina está também indicada para todas as pessoas (adultos e crianças) que residam nas proximidades de áreas endêmicas ou pretendam viajar para esses lugares, dentro ou fora do Brasil.  Neste último caso, a primeira dose deve ser aplicada dez dias antes da partida para que o organismo tenha tempo de produzir os anticorpos necessários para combater o vírus.

Quem não deve tomar a vacina

Bebês com menos de seis meses, porque são mais vulneráveis a possíveis complicações da vacina, entre elas, a encefalite viral;

Gestantes, por falta de provas de que a infecção não passa para o feto;

Mulheres durante o período de amamentação, porque ainda não se sabe se o vírus atenuado da vacina consegue passar para o leite materno;

Pessoas imunodeprimidas, portadoras de HIV, de tumores malignos, incluindo Leucemia e Linfomas, que utilizam medicamentos derivados da cortisona, estão em tratamento de quimio ou radioterapia, ou são portadoras de doenças que alteram o funcionamento do timo (órgão do sistema imunológico) em virtude do comprometimento do sistema imune;

Pessoas com hipersensibilidade a algum componente da vacina (proteína do ovo, gelatina e  antibiótico eritromicina).
 Quem depende de orientação médica

Adultos com idade igual ou superior a 60 anos – só podem tomar a vacina depois de um especialista avaliar o custo-benefício da medicação, uma vez que, nessa faixa de idade, aumenta o risco de desenvolver os efeitos indesejáveis da vacina;

Paciente HIV positivo e imunodeprimidos de maneira geral – devem evitar as viagens para os lugares onde exista risco de Febre Amarela. Se houver absoluta necessidade, devem consultar um médico especialista no assunto.

Recomendações

Erradicar o mosquito transmissor da Febre Amarela é impossível, mas combater o mosquito Aedes aegypti nas cidades é uma medida de extrema importância para evitar surtos da doença nas áreas urbanas. Por isso, ninguém pode descuidar das normas básicas de prevenção. São elas: eliminar os focos de água parada que possam servir de criadouro para os mosquitos, e usar repelentes de insetos no corpo e nas roupas para evitar as picadas. Além disso, é sempre recomendável:

* Usar, sempre que possível, calças e camisas que cubram a maior parte do corpo e mosqueteiros ao redor das camas, quando estiver em áreas de risco para a transmissão silvestre da doença;

* Aplicar repelente com regularidade. Não esquecer de passá-lo também na nuca e nas orelhas. É importante repetir a aplicação a cada quatro horas, ou a cada duas horas se a pessoa tiver transpirado muito;

* Reaplicar o repelente toda a vez que molhar o corpo ou entrar na água;

* Consultar um médico ou os núcleos de atendimento ao viajante para informar-se sobre a necessidade de tomar a vacina antes de viajar. Alguns países exigem um Certificado Internacional de Vacinação atualizado.

Deixe seus comentários, compartilhe este artigo!

⬛◼◾▪ Social Media ▪◾◼⬛
• FACEBOOK • TWITTER • INSTAGRAM  • TUMBLR  • GOOGLE+  • LINKEDIN  • PINTEREST

⬛◼◾▪ Blogs ▪◾◼⬛
• SFE®  • SFE Tech®  • SFE Terms®  • SFE Books®  • SFE Biography® 

⬛◼◾▪ CONTATO ▪◾◼⬛

Chicungunha ou Catolotolo ou Chikungunya

Chicungunha ou Catolotolo ou Chikungunya


A Chicungunha ou Catolotolo ou Chikungunya é uma infecção causada por um arbovírus, do gênero Alphavirus (Togaviridae), que é transmitido aos seres humanos por mosquitos do gênero Aedes.

Até recentemente havia sido detectado somente na África (onde estava restrito a um ciclo silvestre), na Ásia Oriental e na Índia, onde sua transmissão era principalmente urbana, envolvendo os vetores Aedes Aegypti e Aedes Albopictus.


Etimologia

A Chicungunha é um aportuguesamento de Chikungunya, o nome da doença na língua Kimaconde, um dos idiomas oficiais da Tanzânia e significa “inclinou-se ou contorceu-se de dor”, onde foi documentada a primeira epidemia da doença em 1953. O termo provém da raiz verbal kungunyala, e significa "tornar-se dobrado ou contorcido" (referindo-se à aparência dos pacientes que se inclinam por causa da dor nas articulações que a doença provoca), em referência à aparência curvada dos pacientes, motivada pelas intensas dores articulares e musculares, características da doença. Em Angola (África) a doença é popularmente conhecida por Catolotolo, palavra proveniente do Quimbundo Katolotolu, derivação do verbo Kutolojoka ("ficar alquebrado").


Hoje, a Chicungunha já foi identificada em mais de 60 países na Ásia, África, Europa e nas Américas, e ocorre na África, Ásia e no subcontinente indiano. Nas últimas décadas, os mosquitos vetores da Chicungunha se espalharam pela Europa e pelas Américas. Em 2007, a transmissão da doença foi relatada pela primeira vez durante um surto no noroeste da Itália. Desde então, surtos também foram registrados na França e na Croácia.

Nos continentes americanos, o número de casos reportados até 2015 era de 37.480 e o de suspeitas era de 693.489, sendo 356.079 na Colômbia.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, a letalidade da Chicungunha é rara, sendo menos frequente que nos casos de Dengue.

Por outro lado, a doença gera um grande impacto social por causa do alto número de casos; da incapacidade de trabalhar, às vezes, a longo prazo; das consequências dos efeitos colaterais de medicamentos inapropriados e das consequências da não obtenção de um diagnóstico preciso.

No Brasil, casos da doença foram detectados pela primeira vez em agosto de 2010.



Causa

O vírus Chicungunha é um RNAss - Ácido Ribonucleico de Hebra Simple Vírus, do gênero Togaviridae, esférico, com envelope, arbovírus transmitido por mosquitos Aedes, atualmente encontrado em todos os continentes.


Transmissão

A transmissão do vírus Chicungunha (CHIKV) é feita através da picada de insetos-vetores do gênero Aedes, que em cidades é principalmente pelo Aedes Aegypti e em ambientes rurais ou selvagens pode ser por Aedes Albopictus. Embora a transmissão direta entre humanos não esteja demonstrada, há de se considerar a possibilidade da transmissão in utero da mãe para o feto.

O período de incubação do vírus é de 4 a 7 dias, e a doença, na maioria dos casos, é auto-limitante. A mortalidade em menores de um ano é de 0,4%, podendo ser mais elevada em indivíduos com patologias associadas.



Epidemiologia

Casos da febre Chicungunha foram relatados na Tailândia (em 1953), Indonésia, Taiwan, Singapura, Malásia, Sri Lanka, ilhas Maldivas, Quênia (em 2004), Comores (em 2005), Mayotte, Seychelles, Maurícia, Reunião (2005-2006) e Índia (2006), e, em menor intensidade, na Itália, Martinica, Guadalupe, Guiana Francesa, Estados Unidos e Brasil (em 2010).

Um surto de Chicungunha foi relatado em 2006 em Andra Pradexe (Índia), mesma época em que casos alóctones foram relatados em diversos países europeus.

Chegou nas Américas apenas em 2014 e segue expandindo causando uma pandemia. Desde então mais de 1,7 milhões de casos suspeitos notificados à Organização Pan-Americana da Saúde. O diagnóstico é difícil pois é muito similar a outras viroses. Causou surtos recentes (2010-2015) por todas as Américas, Europa, África, China, sudeste Asiático e ilhas do pacífico.

A existência de grandes cidades densamente povoadas onde existam os insetos vetores da doença, bem como o aumento do número de viagens entre países e intercontinentais facilitam a disseminação do vírus.



Brasil

Os primeiros casos confirmados no Brasil, em 2010, referem-se a dois pacientes do sexo masculino (de 41 e 55 anos, em São Paulo) que apresentaram os sintomas depois de uma viagem à Indonésia. A terceira paciente, uma paulista de 25 anos, esteve na Índia.

Em junho de 2014 foram confirmados seis casos no Brasil de soldados que retornaram de uma missão no Haiti. Segundo dados publicados pelo Ministério da Saúde, porém, no dia 15 de outubro de 2014, foram confirmados 337 casos no país, sendo 274 apenas na cidade de Feira de Santana, na Bahia. Em 2015 ocorreu um surto na América do sul nos primeiros quatro meses deste ano com estimativa de 10 mil casos e 113 mortes. Estima-se que 2.500 desses casos foram no Brasil, a maioria dos casos na Bahia, Minas Gerais e São Paulo. E até agora em 2016 se encontra casos extremos.



Sinais e sintomas

Os sintomas da febre Chicungunha são característicos de uma virose, e portanto, inespecíficos. Os sintomas iniciais são febre acima de 39º C, de início repentino, dores intensas nas articulações de pés e mãos, dedos, tornozelos e pulsos, dores de cabeça, dores musculares e manchas vermelhas na pele. O diagnóstico diferencial com a febre hemorrágica da dengue é extremamente importante, razão pela qual, ao aparecimento dos sintomas é fundamental buscar socorro médico.

Diferentemente da dengue, doença viral transmitida pelos mesmos mosquitos vetores, uma parte dos indivíduos infectados pode desenvolver a forma crônica da doença, com a permanência dos sintomas, que podem durar entre 6 meses e 1 ano.




Envie seus comentários e sugestões e compartilhe este artigo!


✔ Brazil SFE®✔ Brazil SFE®´s Facebook´s Profile  Google+   Author´s Professional Profile  ✔ Brazil SFE®´s Pinterest       ✔ Brazil SFE®´s Tweets
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Vitrine