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As informações disponibilizadas nesta página devem apenas ser utilizadas para fins informacionais, não podendo, jamais, serem utilizadas em substituição a um diagnóstico médico por um profissional habilitado. Os autores deste site se eximem de qualquer responsabilidade legal advinda da má utilização das informações aqui publicadas.

O que são Doenças Raras?

As Doenças Raras são caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas e variam não só de doença para doença, mas também de pessoa para pessoa acometida pela mesma condição.

O conceito de Doença Rara (DR), segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), são doenças que afetam até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos, ou seja, 1.3 para cada 2 mil pessoas.

Existem de seis a oito mil tipos de Doenças Raras, em que 30% dos pacientes morrem antes dos cinco anos de idade; 75% delas afetam crianças e 80% têm origem genética. Algumas dessas doenças se manifestam a partir de infecções bacterianas ou causas virais, alérgicas e ambientais, ou são degenerativas e proliferativas.

Laringotraqueobronquite

Laringotraqueobronquite



visão geral
O que é Laringotraqueobronquite?
Sinônimos: Crupe ViralLaringotraqueobronquite Aguda, Crupe Espasmódico.

Laringotraqueobronquite é a inflamação da via aérea que leva o ar para os pulmões. Acontece uma produção aumentada de muco e os cílios, que são encarregados da limpeza, não conseguem eliminá-lo. Indivíduos com Laringotraqueobronquite costumam apresentar tosse com muita secreção.

Laringotraqueobronquite pode ser aguda ou crônica. Casos agudos são comuns. Em geral ocorrem depois de um resfriado e melhoram em alguns dias. Já os casos crônicos podem estar relacionados a doenças pulmonares, em geral associadas ao cigarro.

Causas
As causas mais comuns da Laringotraqueobronquite aguda são infecções por vírus, como resfriado comum e gripe. Portadores de doenças pulmonares crônicas, como o enfisema, podem ter agudizações por bactérias, levando a pneumonia.

Na grande maioria dos casos crônicos, o cigarro é o responsável.

Bactérias são responsáveis pela minoria dos casos em pessoas sadias. Dentre elas, está a Bordetella Pertussis, causadora da Coqueluche. A Coqueluche é uma doença altamente contagiosa que, embora ainda pouco frequente, tem tido um aumento de casos em adolescentes e adultos nos últimos anos. A proteção dada pela vacina aplicada na infância vai perdendo força ao longo dos anos, e, na vida adulta, podemos ser suscetíveis à doença novamente. Em geral, o quadro começa como um resfriado, mas evolui para acessos de tosse com grande quantidade de muco.

Fatores de risco
Os principais fatores de risco para Laringotraqueobronquite são:

Tabagismo
Poluição do ar ambiente e no trabalho
Situações de imunidade reduzida, como crianças e idosos.

Sintomas de Laringotraqueobronquite
A tosse é, sem dúvida, o sintoma mais comum da laringotraqueobronquite. Pode ser seca ou produtiva. É importante mencionar que a cor da secreção não prediz se a infecção é por vírus ou bactérias. O que dá a coloração amarelada à secreção é a produção aumentada de células de defesa, e não pelo agente causador.

Outros sintomas são:


  • Roncos
  • Dor no peito
  • Febre baixa
  • Fadiga
  • Falta de ar



Diagnóstico de Laringotraqueobronquite
A avaliação médica da Laringotraqueobronquite é feita baseando-se nos sintomas do paciente e no exame físico. Em caso de alterações, ou se o paciente possuir alguma doença pulmonar, podem ser necessários exames. Os exames mais utilizados são o raio-X de tórax e exames laboratoriais, como hemograma. O objetivo da investigação é descartar uma pneumonia, que não terá melhora se não for tratada de maneira correta.

Em geral, exames de acompanhamento somente são solicitados se o paciente não evoluir bem com o tratamento. Se o paciente apresenta com frequência episódios de bronquite aguda, deve-se suspeitar de uma doença crônica. Neste caso, exames mais aprofundados, como a prova da função pulmonar, são úteis.

Complicações possíveis
A complicação mais importante da Laringotraqueobronquite é infecção bacteriana, como a pneumonia. Portanto, se os sintomas não melhorarem, se a tosse persistir produtiva e tiver queixas de falta de ar e fadiga, procure ajuda médica.

Convivendo/ Prognóstico
Algumas medidas importantes que podem ser adotadas por todos, mesmo quem não está com Laringotraqueobronquite são:


  • Evitar ambientes poluídos, muito secos e com ar-condicionado
  • Evitar contato com pessoas doentes, com resfriado e gripe
  • Parar de fumar.
  • Vacina da gripe e da pneumonia está indicada em todos os portadores de bronquite crônica.


Expectativas
As chances de cura são extremamente altas. A minoria dos casos, especialmente as pessoas que já possuem uma doença pulmonar, pode ter complicações, que são passíveis de tratamento com um diagnóstico correto e precoce.


Tratamento de Laringotraqueobronquite
Não existe um tratamento específico para a Laringotraqueobronquite. As principais medidas são hidratação via oral, vaporização e evitar exposição a ambientes poluídos.

Utilizamos medicações para aliviar alguns sintomas, pois a doença é auto-limitada. Analgésicos e medicações broncodilatadoras para uso em inalação são opções. Antibióticos não devem ser usados de rotina, a não ser que haja uma complicação do quadro, sendo sua indicação dada por um médico.


Buscando ajuda médica
Cansaço, falta de ar e febre persistente são sintomas de alerta para a Laringotraqueobronquite, assim como para todas doenças respiratórias. Nos fumantes, qualquer mudança do aspecto de tosse e dificuldade respiratória indicam a necessidade de avaliação médica.


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