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O que são Doenças Raras?

As Doenças Raras são caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas e variam não só de doença para doença, mas também de pessoa para pessoa acometida pela mesma condição.

O conceito de Doença Rara (DR), segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), são doenças que afetam até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos, ou seja, 1.3 para cada 2 mil pessoas.

Existem de seis a oito mil tipos de Doenças Raras, em que 30% dos pacientes morrem antes dos cinco anos de idade; 75% delas afetam crianças e 80% têm origem genética. Algumas dessas doenças se manifestam a partir de infecções bacterianas ou causas virais, alérgicas e ambientais, ou são degenerativas e proliferativas.

DT - Discinesia Tardia

DT - Discinesia Tardia



A DT - Discinesia Tardia é um tipo de discinesia (movimentos repetitivos involuntários) que se manifesta como um efeito colateral do uso a longo prazo ou uso de altas doses de antagonistas da dopamina, geralmente antipsicóticos. Outros antagonistas da dopamina que podem causar Discinesia Tardia são drogas para transtornos gastrointestinais (como a metoclopramida) e transtornos neurológicos. Enquanto novos antipsicóticos atípicos como a olanzapina e a risperidona aparentam ter menos efeitos distônicos, somente a clozapina demonstrou ter um risco menor de discinesia tardia em comparação com antipsicóticos mais antigos.

O termo Discinesia Tardia foi introduzido em 1964. O efeito das drogas pode ser tardio, significando que a discinesia às vezes continua ou aparece mesmo após as drogas não serem mais utilizadas por um longo tempo.

Discinesia Tardia é caracterizada por movimentos repetitivos, involuntários e não-intencionais. As características deste distúrbio podem incluir protrusão da língua, morder lábios e piscagem rápida dos olhos. Movimentos rápidos das extremidades também podem ocorrer. Também podem ocorrer prejuízo no movimento dos dedos da mão.


Etiopatogenia

A etiopatogenia desta doença incapacitante permanece indefinida 5. A presença de discinesia em pacientes com esquizofrenia constitui um fenômeno complexo e heterogêneo. Movimentos discinéticos têm sido relatados em pacientes esquizofrênicos nunca medicados. Assim, alguns movimentos anormais coreoatetoides parecem ser intrínsecos à patogênese da doença, ocorrendo espontaneamente, mesmo nas fases iniciais do processo psicótico 6.

Os possíveis mecanismos fisiopatológicos envolvidos no desenvolvimento do distúrbio do movimento induzida por drogas incluem supersensibilidade do receptor de dopamina, a degeneração dos interneurônios estriatais colinérgicos, esgotamento do ácido g-aminobutírico e presença de radicais livres 7.

Nos últimos anos, os estudos referentes às alterações induzidas por neurolépticos dão ênfase a neurotransmissão glutamatérgica nos gânglios basais, sugerindo que mecanismos mediados pelo N-metil-D-aspartato (NMDA) estão envolvidos na patogênese de DT. Ou seja, a hiperfosforilação das subunidades do receptor NMDA aumenta a eficácia sináptica de modo a favorecer o aparecimento dos movimentos discinéticos. Assim, a hiperatividade glutamatérgica estriatal induzida pelos neurolépticos e o aumento da eficácia sináptica do receptor de NMDA nos gânglios da base podem ser alguns dos mecanismos envolvidos no aparecimento da DT8. Portanto, drogas que atuam como antagonistas do receptor NMDA podem trazer benefício ao tratamento dos sintomas de DT.


Terapêutica

Ainda não existe um tratamento específico para a DT. Alguns medicamentos podem ser utilizados incluindo os benzodiazepínicos, depletores de monoaminas, antioxidantes, agentes colinérgicos, clonidina e propranolol9. No entanto, para pacientes com DT, o esteio do tratamento continua ser a exposição restrita para antipsicótico ou a mudança para um antipsicótico atípico.

Estudos realizados em modelos animais mostraram que antagonistas de NMDA, como a dizocilpina, causam a melhora das discinesias orofaciais induzidas pelo haloperidol. A memantina, por sua vez, preveniu o desenvolvimento das discinesias 10,11. Além disso, um estudo recente em um modelo animal de DT demonstrou que os antagonistas de NMDA, amantadina, ifenprodil e Ro 25-6981, podiam diminuir significativamente os movimentos anormais12.

A amantadina é uma droga antiviral, inicialmente utilizada para tratamento da influenza, por melhorar os sintomas parkinsonianos dos pacientes submetidos a esse tratamento na época passou a ser utilizada como uma medicação antiparkinsoniana. É um antagonista não competitivo dos receptores de NMDA13. Pode agir de algumas maneiras no sistema extrapiramidal, incluindo a liberação de dopamina dos terminais sinápticos, agindo diretamente sobre os receptores de dopamina e por ação anticolinérgica. Se a amantadina aumenta a concentração de dopamina na sinapse, uma piora nas discinesias poderia ser esperada. No entanto, a amantadina parece atuar sobre as vias glutamatérgicas excitatórias do núcleo subtalâmico para o globo pálido interno, vias estas que parecem participar da gênese das discinesias induzidas pela levodopa 14.

Estudos em pacientes com DT têm indicado que a amantadina pode ser eficaz na melhoria dos sintomas de DT em pacientes com esquizofrenia 15,16. Além disso, a amantadina tem demonstrado efeitos antidiscinéticos em modelos animais submetidos a uso de antipsicótico e discinesia induzidas pela levodopa em pacientes com doença de Parkinson 14.


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